“Na vida só há um modo de ser feliz. Viver para os outros.”
Léon Tolstoi
domingo, 23 de junho de 2013
Educação inclusiva beneficia mais de 300 crianças da rede municipal
Há pouco mais de um ano o pequeno Felipe chegou à EM "Hélio Rosa Baldy", do Jardim São Guilherme 3. Junto com as dificuldades e limitações impostas pela mielomeningocele (deficiências múltiplas), o garoto de 7 anos carregava o grande desejo de estudar, de aprender e conviver com outros garotos. Foi recebido pela professora Débora Cardoso Rodrigues, uma das especialistas em educação inclusiva da rede municipal, e sua vida começou a mudar.
Hoje, ele escreve e lê normalmente, não perde um só dia de aula e com ajuda da Sala de Recursos Multifuncionais consegue acompanhar os demais coleguinhas. A dedicação e força de vontade do menino para aprender deixam orgulhosa também a professora Adriana Gomes Traghetta Guidone, que trabalha com ele em classe. "Ele tem suas limitações e as vezes temos de adaptar tarefas para que consiga fazê-las, mas surpreende no desempenho", conta Adriana.
Aos 13 anos, Pedro conquistou o respeito e a admiração da equipe escolar e dos colegas da 8ª série da EM "Matheus Maylasky". A paralisia cerebral comprometeu por completo o movimento de seus membros inferiores e superiores, impedindo que possa se locomover ou escrever com as mãos. Com isso, para poder frequentar a escola, Pedro necessitava da ajuda permanente de uma auxiliar de educação que escrevia as lições passadas pela professora.
Sua vida começou a mudar no início do ano passado, quando recebeu um notebook e com esse equipamento ganhou a autonomia de poder estudar sozinho, fazer as lições. O nariz substitui os dedos para a digitação, enquanto o queixo controla o mouse. Seu desempenho nos estudos enche de orgulho não só a professora, Rosi Cruz Alexandre, a auxiliar Vilma Bombardelli, que o acompanha em classe, como também os demais educadores.
Inclusão é realidade
Pedro e Felipe estão entre as 328 crianças com deficiências, que frequentam a escola e estudam normalmente, graças ao trabalho desenvolvido em parceria pela equipe multidisciplinar do Centro de Referência em Educação (CRE), com gestores das unidades escolares e os professores que atuam no ensino regular nas escolas municipais. A secretária municipal da Educação, Dulcina Guimarães Rolim, ressalta o trabalho dos profissionais do CRE, que garante a essas crianças e adolescentes não só frequentar a mesma classe, mas acompanhar o mesmo nível de desenvolvimento dos demais alunos.
Moradora no Jardim Santa Cecilia, Zona Norte de Sorocaba, Cristiane Queiroz de Jesus, vibra a cada avanço, a cada conquista do filho Felipe. "Antes era difícil, ele queria ir à escola, mas não podia, porque não desenvolvia, não conseguia acompanhar, ficava triste. Hoje ele é alfabetizado, é outra criança. Tem até facebook para conversar com os amiguinhos", revela feliz.
Já Ezoil Benitez conta que o computador portátil se tornou as mãos e o caderno, um instrumento essecial na vida do filho Pedro. Graças ao equipamento cedido pelo Centro de Referência em Educação, pode fazer as lições e tirar boas notas, às vezes, superior aos demais alunos da classe. "Tratamos normalmente e exijo sempre boas notas dele na escola", afirma Benitez.
Escolas preparadas
Atualmente, são 29 escolas municipais equipadas e preparadas, que contam com o suporte da Sala de Recursos, criadas pelo Centro de Referência em Educação. Consiste na realidade em um espaço dotado de equipamentos voltados à acessibilidade, onde crianças que apresentam alguma deficiência podem estudar normalmente e o que é melhor, aprender ao lado das outras. Assim como Débora, outras 9 professoras do município fizeram o curso Atendimento Educacional Especializado (AEE), desenvolvido pelo Ministério da Educação.
Além dos alunos da EM "Hélio Rosa Baldy", Débora atende também 14 crianças de unidades de bairros vizinhos. Juntamente com os profissionais do Centro de Referência (fisioterapeutas, psicopedagogos, terapeutas ocupacionais e professores), entre outros, é estabelecido um plano de atendimento para cada aluno, respeitando suas dificuldades e habilidades.
As vezes demanda a aquisição de equipamentos diferenciados para que a criança tenha condições de estudar, como é o caso de Pedro. Pode ser uma cadeira especial, uma cadeira de rodas, uma mesa, um computador com configuração diferente ou utensílios. Toda essa preocupação é para que o mesmo trabalho aplicado aos demais alunos, possa ser acompanhado por aquele que tem alguma deficiência. "Essa é uma das ações do Centro de Referência que busca uma educação de qualidade na perspectiva inclusiva", afirma Miriam Rosa Torres de Camargo, responsável pelas Salas de Recurso Multifuncional.
Trabalho diferenciado atende 328
Funcionando na rede municipal desde 2010, as Salas de Recursos foram responsáveis por mais de 10 mil atendimentos só em 2012. Atualmente, são 328 crianças e jovens do ensino infantil, fundamental I e II, ensino médio e EJA, beneficiadas com esse trabalho diferenciado, realizado por profissionais especializados. "A inclusão é o melhor caminho. Aprender com as outras crianças, observar os demais alunos pode mudar a vida dessa criança e da escola toda", afirma a professora Débora.
Na rede municipal de ensino, a inclusão esteve sempre presente, porém a partir de 2009 por meio das ações da equipe multidisciplinar e dos programas desenvolvidos pela Secretaria da Educação, os alunos com necessidade educacional passaram a receber, por meio das salas de recursos multifuncionais, o apoio que é essencial para o seu desenvolvimento escolar no ensino regular. A rede foi dividida em setores, visitados regularmente pelas equipes, que trabalham individualmente cada aluno e com isso garantindo não só a frequência a sala de aula, mas também o aprendizado.
Além da capacitação contínua, professores que trabalham com esses alunos, recebem apoio integral dos profissionais do CRE, especialistas como: pedagogos, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeuta, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais, que atuam em sintonia com os educadores (professores, diretores, coordenadores e supervisores).
Fonte: http://www.sorocabafacil.com.br
Círculo, o vai e volta da Educação Especial (Uma breve reflexão da Prof.ª Floripes Soares Costa)
A impressão que tenho algumas vezes é que andamos em círculo quando a discussão é Educação Especial. Para tranformar este círculo em uma reta, ou melhor, uma linha, onde o caminho é longo com infinitas possíbilidades de crescimento, temos que refletir muito e agir. Ouvi certa vez, "Inclusão é ação não sujeito!". Agir, palavra de ordem. Precisamos mudar, transformar nossa prática. Deparo-me com professores, ainda muito resistentes em receber um aluno que tenha deficiência, muitas vezes ouço questionamentos sobre a lei, mesmo ela sendo fato, um direito do sujeito. Penso a Educação Especial como um grande desafio, o de entender que todos nós aprendemos, independente do tempo e que o currículo para ser eficaz tem que ser funcional, pensado em cada aluno e não em todos os alunos, considerando a habilidade e competência de cada um, para traçar o plano de trabalho e caminhar numa linha, algumas vezes sinuosas, mas quem disse que a aprendizagem tem que acontecer em linha reta? A aprendizagem ocorre nas duvidas, nos erros, nos obstáculos, enfim nas dificuldades.
"O bom aprendiz é aquele que erra, que vai e volta, que sabe o que não está aprendendo. Quem não erra, nem tampouco faz..." (Jaime Luis Zorzi)
Fonte: http://intervencaoespecial.blogspot.com.br
XIII ENCONTRO DE EDUCADORES / 2013- Fundação Romi
INSCRIÇÕES GRATUITAS
Período: de 22 a 24 de julho de 2013
OFICINA 29 - MARACATU BAQUE DA SANTA
e
MEU PEQUENO PRÍNCIPE
Sia Santa
A companhia de teatro SIA SANTA produziu um espetáculo poético recomendado às crianças de 6 a 12 anos, reunindo seis atores, que se revezam em 20 personagens, que cantam, dançam e interpretam. É uma releitura da obra francesa, valorizando a aventura e a importância de se conquistar uma boa amizade.
Meu Pequeno Príncipe é uma fábula ou, como prefere o grupo, uma parábola! Estreou em Londrina - PR em Agosto/97 e vem cumprindo turnê nacional, excursionando por Curitiba, Maringá, Brasília, Goiânia, Sorocaba, Santos, Campinas, São Paulo, São Bernardo do Campo, Campo Grande, Cuiabá, Rio de Janeiro, Niterói, Porto Alegre e Joinville. O espetáculo integra o Programa "A Escola Vai ao Teatro", que percorre o país desde 1973, com apresentações no horário escolar e atendeu cerca de 3 mil escolas brasileiras.
Público Alvo:
Período da Manhã - Professores da rede municipal de SBO que lecionam de manhã e em período integral e professores de outras redes que se inscreveram nas oficinas do período da manhã.
Período da Tarde - Professores da rede municipal de SBO que lecionam à tarde, equipe gestora e professores de outras redes que se inscreveram nas oficinas do período da tarde.
Dia 24 às 8h30 e às 13h30 no Teatro Municipal Manoel Lyra
OFICINA 28 - A SOMBRA
"A Sombra" é uma comédia que faz parte de um tradicional repertório dos circos brasileiros. Trata-se de uma peça teatral curta (cerca de 50 minutos) na qual o palhaço tem espaço de sobra para desenvolver toda a sua capacidade cômica.
Nessa versão da comédia, encenada pela Família Burg, o palhaço Gonçalvez vive um pai super ciumento na difícil missão de impedir que sua apaixonada filha, Julinda, namore. A moça, no entanto, recebe, em casa, escondido do pai, seu namorado palerma e metido a galã, o romântico Hugo Augusto. As mais inusitadas situações são criadas pela moça e pelo namorado para esconder, do ciumento pai-palhaço, o namoro dos dois.
A peça foi trazida à Família Burg por Jaqueline Souza, uma artista circense que nasceu e se criou no circo "Bombril", de seu pai, e com a qual a Família Burg teve o privilégio de conviver e aprender durante a orientação dos ensaios. A direção do espetáculo coube a Ésio Magalhães, experiente e premiado ator do Barracão Teatro. A composição da trilha sonora original foi feita por Eduardo Guimarães, numa mistura de temas e ritmos que passeiam pela diversidade da música brasileira, incluindo xote, baião, brega, etc. A música é executada, ao vivo, pelo músico com sanfona e teclado.
Dia 23/07, das 11h às 12h.
Dia 23/07, das 13h às 14h.
OFICINA 26 - DEDO DE MOÇA
Dedo de Moça é um espetáculo musical baseado no último trabalho da musicista Tatiana Rocha, que traz ao palco um panorama de ritmos de diversas regiões brasileiras através das cantigas e histórias do folclore brasileiro. A apresentação, que mistura linguagens da música e do teatro, conta um pouco da história dos ritmos e propõe uma interação com o público de todas as idades que é convidado a participar do espetáculo de uma maneira divertida, ajudando a perpetuar a cultura popular brasileira.
Dia 22/07, das 11h às 12h.
OFICINA 27 - MOMENTO CIRANDA
Esquete do Grupo Anjos do Riso e roda de cirandas e outras brincadeiras. Traga seu verso pra brincar na roda de cantigas com a gente.
Dia 23, das 11h às 12h.
Dia 23, das 13h às 14h.
RELATOS:
1 - FILOSOFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL: UM APRENDIZADO ALÉM DO ESTUDO DE VALORES
Brígida Helena
Relato de atividades com crianças de 9 a 11 anos realizadas no projeto Abelhas Ocupadas, que vão além do estudo dos valores. São experiências dinâmicas que tornam as aulas de Filosofia movimentadas e divertidas.
Dia 22, das 13h às 14h.
2 - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO INTEGRADA - PROJETO DE VIDA
Sueli Torres
O objetivo deste relato é revelar a experiência adquirida ao longo de 20 anos à frente do Núcleo de Educação Integrada - NEI - da Fundação Romi: um programa piloto, exemplo para a educação brasileira.
Dia 22, das 13h às 14h.
3 - SEU ALUNO TEM DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM? SERÁ QUE ELE PRECISA DE UM FONOAUDIÓLOGO?
Luciana Maluf Cervone
O objetivo da oficina é refletir sobre as práticas que o professor pode realizar em sala de aula que auxiliam a criança no desenvolvimento da linguagem oral e escrita com a ajuda de um fonoaudiólogo; pensar nos sons do português, assim como trabalhar e estimular a atenção e memória para o desenvolvimento da aprendizagem.
Dia 22, das 13h às 14h.
4 - TODO MUNDO TEM UM POUCO DOS INDÍGENAS DENTRO DE SI
Tatiane Pereira de Souza Faria Motta
A escola deve propiciar aos alunos o conhecimento sobre o processo de construção do país pelas diferentes etnias, trazendo a necessidade de trabalhar de forma adequada a história e a cultura indígena na sala de aula. Além da obrigatoriedade (Lei 11.645/2008), a cultura indígena faz parte da nossa história.
É necessário explorar a temática, pois pesquisas apontam que esse tema é frequentemente ignorado nos programas curriculares e tem sido pouco explorado pelos professores ou lembrado apenas no dia 19 de abril.
Sendo assim, a escola tanto pode ser um espaço de disseminação quanto um meio eficaz de prevenção e diminuição do preconceito existentes tanto no meio social como no educacional, afinal "Todo Mundo tem um pouco dos Indígenas dentro de si".
Esse relato foi premiado na 10º Concurso FNLIJ CURUMIM - LEITURA DE OBRAS DE ESCRITORES INDÍGENAS NO ANO DE 2013.
Dia 22, das 13h às 14h.
5 - VIVER PARA APRENDER OU APRENDER PARA VIVER
Sérgio Velozo
A educação escolar é um compromisso, uma responsabilidade que devemos aprender a encarar, desde nossa infância, com naturalidade. Quem entende a vida assim tem muitas chances de se realizar.
Dia 22, das 13h às 14h.
6 - O AFETO COMO FIO CONDUTOR DA VIDA E DA EDUCAÇÃO - RELATOS DE UMA CAMINHADA PELA VIDA
Márcia Ameriot
Para a mentalidade contemporânea, amor talvez não seja a primeira palavra que venha à cabeça quando se fala em ciência, método ou teoria. Mas o afeto teve papel central na obra de pensadores que lançaram os fundamentos da pedagogia moderna.O afeto é um ingrediente insubstituível na educação atual para um ensino-aprendizagem digno, onde através do relacionamento entre diretores, professores, alunos e pessoal administrativo das escolas, o educando se motiva e interessa pelo conhecimento.
Dia 22, das 13h às 14h.
OFICINAS:
OFICINA 1 - ARTE NAIF - UM RETRATO DA VIDA COTIDIANA
Silvania Dollo e Fernanda Giacon
A vida cotidiana trabalhada de forma prática e sustentável, usando a Arte Naif como elemento condutor.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental I e II
Dia 22, das 7h30 às 11h.
Dia 22, das 14h às 17h30.
OFICINA 2 - PICASSO PARA CRIANÇAS - CONSTRUÇÃO E DESCONSTRUÇÃO NO DESENHO
Silvania Dollo e Fernanda Giacon
Atividades com sugestões práticas para trabalhar construção e desconstrução, tendo como referência a obra de Picasso.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental I
Dia 23, das 7h30 às 11h.
Dia 23, das 14h às 17h30.
OFICINA 3 - SISTEMA SOLAR - UMA INTEGRAÇÃO ALÉM DO VIRTUAL
Wallesandra Araújo Silva e Sueli Olivato
O sistema solar será trabalhado em uma demonstração dinâmica, promovendo a construção do conhecimento e a alfabetização científica de forma lúdica e agradável.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental I e II
Dia 22, das 7h30 às 11h.
Dia 22, das 14h às 17h30.
OFICINA 4 - MATEMÁTICA & PORTUGUÊS: A DUPLA MÁGICA NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
Rosana Rosolen e Celina Stela Marques
Esta oficina oferece uma reflexão sobre leitura, interpretação e o desenvolvimento do raciocínio que por meio de histórias, problemas, desafios e atividades práticas auxiliam a organizar as informações recebidas, processá-las e a estimular o interesse pela descoberta, efetivando a aprendizagem.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental I e II
Dia 22, das 7h30 às 11h.
Dia 22, das 14h às 17h30.
OFICINA 5 - A SALA DE AULA COMO PALCO PARA A DANÇA E O JOGO TEATRAL
Silvia Regina Domingues
Esta oficina possibilitará ao professor compreender alguns dos princípios básicos do Sistema de Jogos Teatrais de Viola Spolin; desenvolver habilidades e competências necessárias à atuação em sala de aula através dos Jogos. Tem o objetivo de desenvolver uma disponibilidade corporal para dança-teatro de Rudolf Laban, o ser como integrado que pensa-sente-faz, ou seja, colocar o pensamento em movimento.
Dançar é um grande prazer. A dança é uma linguagem corporal. Ao dançar, homens e mulheres tanto inventam movimentos, tempo e espaço como também se transformam em personagens, pois a dança cria um jogo de forças, torna visível no corpo e no movimento todo o universo de ações e significados diversos do cotidiano.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental I e II
Dia 23, das 7h30 às 11h.
Dia 23, das 14h às 17h30.
OFICINA 6 - O TEATRO DE BONECOS NA ESCOLA: CONFECÇÃO E MANIPULAÇÃO
Silvia Regina Domingues
Esta oficina visa à utilização do Teatro de Bonecos como instrumento pedagógico, na formação e desenvolvimento das crianças, o qual traz inúmeros benefícios, como: despertar a criatividade, ampliar a imaginação, aperfeiçoar a concentração, trabalhar a timidez, exercitar a voz e suas entonações, valorizar o trabalho em grupo, desenvolver a coordenação motora, etc.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental I e II
Dia 22, das 7h30 às 11h.
Dia 22, das 14h às 17h30.
OFICINA 7 - A FILOSOFIA NAS ENTRELINHAS DA EDUCAÇÃO INTEGRADA
Brígida Helena e Paulo Bazo
Trabalhar a Filosofia com alunos de 1º ao 5º ano de modo a integrá-los como protagonistas na sociedade em que atuam, deixando de ser reprodutores de valores, para se tornarem autores conscientes das próprias atitudes.
Público Alvo: Professores do Fundamental I
Dia 22, das 7h30 às 11h.
Dia 22, das 14h às 17h30.
OFICINA 8 - UM DIÁLOGO SOBRE AS DIVERSIDADES E ADVERSIDADES EM EDUCAR - UMA CONVERSA ENTRE AS TRÊS ESFERAS: FAMÍLIA, ESCOLA E MEIO SOCIAL.
Brígida Helena
Proporcionar aos professores, pais e demais participantes a oportunidade de questionarem a importância de se trabalhar e dialogar sobre uma educação, um ensinar em que as diversidades e adversidades sejam respeitadas e refletidas por todos.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental I e II
Dia 23, das 7h30 às 11h.
Dia 23, das 14h às 17h30.
OFICINA 9 - A INFORMÁTICA NA SALA DE AULA - COM COMEÇO, MEIO E FIM
Magda Rizetto e Vanessa Juliato
Orientar o professor a trabalhar com a informática em suas aulas, de maneira que haja integração com os trabalhos realizados, tendo um objetivo a ser atingido, que possibilita o desenvolvimento e o aprendizado do aluno.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental I e II
Dia 22, das 7h30 às 11h.
Dia 22, das 14h às 17h30.
OFICINA 10 - COMO VAI A SUA PRÁTICA DE FALAR EM PÚBLICO?
Maestro Paulo César Bellan
Esta oficina tem por objetivo trabalhar a Expressão Oral, capacitando os participantes a falarem melhor em público, sem medo, através de exercícios práticos de articulação e respiração, com técnicas fundamentais da oratória.
Público alvo: Professores de todos os níveis
Dia 22, das 7h30 às 11h.
Dia 22, das 14h às 17h30.
OFICINA 11 - "E, SE NÃO MORRERAM, VIVERAM FELIZES ATÉ HOJE..." - A ARTE DE OUVIR E CONTAR HISTÓRIAS
Silvia Helena Azanha
Por meio de dinâmicas e vivências, despertar o contador de histórias que existe em cada um e disseminar, pela prática, o direito de formar não somente leitores, mas cidadãos mais sensíveis e humanizados.
Público alvo: Professores de Educação Infantil
Dia 23, das 7h30 às 11h.
Dia 23, das 14h às 17h30
OFICINA 12 - CORDEL: LITERATURA E ARTE A SERVIÇO DA INFORMAÇÃO
Maria Regina Sargiolato e Nanci Renata F. Manfrim
O objetivo da oficina é ensinar as técnicas da Literatura de Cordel, como um meio de divulgação de produções textuais, em prosa ou verso, sejam elas: histórias infantis, lendas, crônicas, relatos de episódios históricos, poesias; com temas religiosos, políticos e/ou sociais, entre muitos outros.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental I e II
Dia 22, das 7h30 às 11h.
Dia 22, das 14h às 17h30.
OFICINA 13 - VISÃO INTEGRAL DA SEXUALIDADE: DA CONCEPÇÃO À FINITUDE DA VIDA
Domingo Nunes
Este tema tem como objetivo abordar todas as etapas da sexualidade: infantil, juvenil, adulta e senil.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental I e II
Dia 23, das 7h30 às 11h.
Dia 23, das 14h às 17h30.
OFICINA 14 - O CLIMA DA CLASSE
Clínica Original Terapias Integradas - Maria Angélica Pimentel, Andréa Bueno e Tháis Flores
O objetivo desta oficina é oferecer técnicas para melhorar o relacionamento interpessoal professor / aluno, bem como dinâmicas que auxiliem o dia a dia da instituição.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental I e II
Dia 23, das 7h30 às 11h.
Dia 23, das 14h às 17h30.
OFICINA 15 - "PROCESSO CRIATIVO NA ARTE ATRAVÉS DO FILME MODIGLIANI"
Walcirley César Siqueira
Desenvolver a habilidade de leitura em arte, a apreciação e a interação com obras de diferentes épocas e estilos, bem como promover a criação artística.
Público alvo: Professores de todos os níveis
Dia 22, das 14h às 17h30.
Dia 23, das 14h às 17h30.
OFICINA 16 - ARTETERAPIA
Josilaine Lima
A Arteterapia é uma terapia que, através da estimulação da expressão, do desenvolvimento da criatividade, favorece a liberação de emoções, de conflitos internos, de contato com ansiedades, conteúdos reprimidos, medos. Facilita e estimula a coordenação motora, o processo de individuação e o equilíbrio físico, mental e espiritual.
Os materiais utilizados têm propriedades que mobilizam emoções e sentimentos de maneiras diversificadas a cada indivíduo.
"A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível." (Leonardo da Vinci)
Público Alvo: Professores de todos os níveis.
Dia 22, das 7h30 às 11h.
Dia 23 das 14h às 17h30.
OBS: Os participantes deverão comparecer com roupas confortáveis.
OFICINA 17 - DANÇA NA ESCOLA: UMA PROPOSTA DE AÇÃO ATRAVÉS DA VIVÊNCIA DOS DIVERSOS RITMOS
Marília Camargo
Esta oficina oferece uma proposta de ação através da vivência dos diversos ritmos e tem por objetivo apresentar possibilidades de movimentos corporais tornando-os significativos no cotidiano, ou seja, atividades de dança a serem trabalhadas na escola.
O professor conhecerá, de maneira breve, a história das danças e dançará diversos ritmos, tanto da cultura nacional quanto da internacional, dentre eles: danças folclóricas, contemporânea, circulares, hip hop, balé e outros.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental I e II
Dia 22, das 7h30 às 11h.
Dia 22, das 14h às 17h30.
OFICINA 18 - A IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL E AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM: QUAIS SÃO, COMO IDENTIFICÁ-LAS E O QUE FAZER.
Lana Petrini
Através dessa oficina, com explanação teórica e exercícios com dinâmicas, pretende-se envolver os educadores e torná-los conscientes da importância da psicomotricidade no desenvolvimento infantil e sua relação com as dificuldades de aprendizagem.
Público alvo: Professores de Educação Infantil, do Ensino Fundamental I, bem como aos demais educadores.
Dia 23, das 7h30 às 11h.
Dia 23, das 14h às 17h30.
OFICINA 19 - ALFABETIZAR... COMO?
Rose Barleta
O objetivo desta oficina é mostrar como o programa da alfabetização fônica busca desenvolver duas competências dos alunos: consciência fonológica e conhecimento das correspondências entre grafemas e fonemas.
Público alvo: Professores de Educação Infantil e do Ensino Fundamental I
Dia 22, das 7h30 às 11h.
Dia 22, das 14h às 17h30.
OFICINA 20 - DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÃO COMPORTAMENTAL E PEDAGÓGICA NO TRABALHO COM AUTISMO
Fernanda M. Pierin Berardineli
Oferecer as classificações de comportamentos que fazem parte do diagnóstico do Autismo, bem como possibilitar uma explanação acerca dos critérios do diagnóstico, da intervenção comportamental e da pedagógica.
Público alvo: Professores de todos os níveis
Dia 23, das 7h30 às 11h.
OFICINA 21 - O CEDOC E O ENSINO DA HISTÓRIA LOCAL
Sandra Edilene de Souza Barboza e Cia. Xekmat
A história local torna-se importante no processo educativo, porque faz parte da vivência do aluno, uma vez que resgata a vida e a cultura da comunidade em que está inserido. Através da experiência do Centro de Documentação Histórica da Fundação Romi, no Projeto de Educação Patrimonial, os participantes conhecerão a forma como o CEDOC trabalha com a história local e as possibilidades de atividades interdisciplinares que podem ser desenvolvidas a respeito dessa temática.
Público alvo: Professores de todos os níveis
Dia 23, das 7h30 às 11h.
Dia 23, das 14h às 17h30.
OFICINA 22 - JOGOS + TECNOLOGIA + EDUCAÇÃO = PARCERIA PERFEITA
Maria Regina Sargiolato e Nanci Renata F. Manfrim
O objetivo desta oficina é ensinar a explorar sites gratuitos com jogos educativos para crianças a partir de cinco anos, proporcionando aprendizagem através de atividades lúdicas, com acompanhamento pedagógico para que elas aprendam brincando.
Público alvo: Professores de Educação Infantil e do Ensino Fundamental I
Dia 23, das 7h30 às 11h.
Dia 23, das 14h às 17h30.
OFICINA 23 - JOGOS DE MATEMÁTICA PARA EDUCAÇÃO INFANTIL E SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Leda Maria Torres Haddad
Refletir sobre o uso dos jogos como mais um recurso para desenvolver os conhecimentos matemáticos dos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental e contribuir para a organização do planejamento da rotina de matemática, tendo em vista as orientações curriculares.
Público alvo: Professores de Educação Infantil e do Ensino Fundamental I
Dia 23, das 7h30 às 11h.
Dia 23, das 14h às 17h30.
OFICINA 24 - BRINCANDO COM CIÊNCIAS
Wallesandra Araújo Silva
Trabalhar a Ciência de forma prática, divertida e interessante, utilizando instrumentos simples, confeccionados com materiais recicláveis e de baixo custo.
Público alvo: Professores de Educação Infantil e do Ensino Fundamental I
Dia 23, das 7h30 às 11h.
Dia 23, das 14h às 17h30.
OFICINA 25 - O TRABALHO DA APAE NA EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSÃO
Elizabete Ap. Camargo da Silva Modenese e Gleice Cristiane de Santana
Esta oficina tem por objetivo esclarecer sobre a importância da inclusão das pessoas com deficiência na sociedade de forma geral, enaltecendo o trabalho da educação especial e da equipe multiprofissional nesse processo.
Público alvo: Professores de todos os níveis
Dia 23, das 7h30 às 11h.
Dia 23, das 14h às 17h30.
Fonte:http://www.fundacaoromi.org.br
Hiperlexia
O que é?
A hiperlexia pode ser entendida como uma síndrome, que compreende sintomas como uma alta capacidade de leitura e uma espécie de obsessão por letras e números, porém acompanhada de uma espécie de retardo em outras áreas do desenvolvimento. Essa síndrome pode ser entendida a partir de três características principais: capacidade precoce de leitura, dificuldade em lidar com a linguagem oral e uma inadaptação social dos comportamentos.
Por muito tempo as crianças hiperléxicas foram diagnosticadas a partir de referenciais do autismo, uma vez que existem poucos estudos e mecanismos para o diagnóstico.
Como diagnosticar?
Algumas características podem encaminhar o diagnóstico de hiperlexia, entre elas, deve-se atentar prioritariamente para a precocidade da interação da criança com letras e números. A partir dos 18 meses, crianças hiperléxicas já começam a demonstrar uma capacidade diferenciada para identificação de letras e números, e aproximadamente a partir dos 3 anos essas crianças são capazes de reconhecer o agrupamento de letras e formar palavras, mesmo que estas não façam sentido no contexto. Assim, é provável que essa criança seja capaz de ler frases inteiras, mesmo não dominando a linguagem oral como as outras crianças de sua idade. Devemos lembrar que nem todas as crianças com hiperlexia apresentam o mesmo desenvolvimento de suas condições. Outra particularidade das crianças hiperléxicas, para a qual se deve atentar no período diagnóstico, é o apego que essas têm à rotina. Uma criança hiperlexica dificilmente aceita mudanças em seus horários e atividades, procura encontrar padrões em todas as situações.
A criança hiperléxica
A hiperlexia não é consequência de nenhum método de ensino, ou seja, a capacidade de ler da forma como se dá nesses casos não é algo ensinado, não há instruções para que a criança aja de tal forma. Essa criança simplesmente aprende a decodificar as palavras, a partir da identificação das letras e de seus agrupamentos.
O fato de uma criança hiperléxica ter dificuldades em seus relacionamentos sociais não significa que estes não devam ser encorajados. Existem inúmeros benefícios ligados à experiência dessas crianças na relação com crianças de desenvolvimento normal, entre eles destaca-se a estimulação oral. Para a criança hiperléxica, a criança normal é alguém que fala muito, mas essa interação permite que aquela reconheça os aspectos funcionais da comunicação oral.
Na escola
Algumas posições pedagógicas defendem a criação de salas especiais para hiperléxicos, uma vez que a presença de uma criança hiperléxica no grupo de alunos implica algumas alterações na rotina de professores, coordenação e alunos, por exemplo, ajustes no currículo e flexibilização do programa de ensino. Todavia, é importante tanto para crianças normais quanto para a criança hiperléxica que sejam expostas a relação com outras crianças em diferentes condições, para que possam reconhecer diferentes formas de se comunicar. Do outro lado, professores devem estar preparados para usar, de maneira criativa, a habilidade de lidar com as palavras e números, de forma que se torne realmente uma experiência valiosa para todos.
Onde encontrar mais informações?
Existem poucas publicações sobre hiperlexia no Brasil. Há alguns anos a autora Susan Martins Miller publicou, pela editora Nova Alvorada de Belo Horizonte, o livro “Lendo muito cedo”, que explica com bastante clareza as condições e implicações da hiperlexia na vida de crianças e adultos, além disso, algumas associações de pais de crianças autistas tem trabalhado para divulgar as particularidades da síndrome em seus sites, o que gera um conteúdo bastante rico em detalhes da experiência de viver com alguém hiperléxico.
Juliana Spinelli Ferrari
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em psicologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista
Curso de psicoterapia breve pela FUNDEB - Fundação para o Desenvolvimento de Bauru
Mestranda em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP - Universidade de São Paulo
Fonte: http://arivieiracet.blogspot.com.br
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil
Trabalho Infantil: apenas 22% dos recursos previstos foram utilizados
Marina Dutra
Embora as pessoas só pensem no dia 12 de junho como Dia dos Namorados, na data também é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. A comemoração foi criada pela Organização Internacional do Trabalho em 2002 e, desde então, entidades de todo o mundo tentam alertar a sociedade para a realidade do trabalho infantil que assola o Brasil e vários outros países.
Apesar da preocupação e do problema atingir 3,4 milhões de crianças e adolescentes de 10 a 17 anos no Brasil, apenas 22% do total de R$ 412,5 bilhões autorizados, em 2013, para duas ações orçamentárias voltadas para a erradicação do trabalho infantil foram executados até ontem (11), incluídos os restos a pagar. As rubricas pertencem ao programa “Promoção dos Direitos de Crianças e Adolescentes”.
Do valor orçado para este ano, R$ 362,5 milhões serão destinados para a ação “Proteção Social para Crianças e Adolescentes Identificadas em Situação de Trabalho Infantil”. A iniciativa tem como objetivo incluir as crianças e adolescentes identificados em situação de trabalho em serviços de proteção social, no horário extraescolar, para retirá-los do trabalho precoce e irregular e protegê-los de situações que ameacem ou violem seus direitos.
No entanto, para a ação que também tem a intenção de promover o acesso e participação cidadã de crianças e adolescentes em ações socioeducativas e de convivência voltadas ao fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, apenas 22,4% dos recursos, isto é, R$ 85,9 milhões, foram desembolsados.
Os serviços devem ser ofertados pela proteção social básica nos territórios de cobertura dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), assim como nos territórios de cobertura dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), sob coordenação da área responsável pela Proteção Social Especial, a quem cabe também a execução de ações de gestão, voltadas ao aperfeiçoamento da identificação das situações de trabalho infantil nos territórios.
A outra ação que conta com recursos para erradicação do trabalho infantil é a “Concessão de Bolsa para Famílias com Crianças e Adolescentes Identificadas em Situação de Trabalho”. Neste ano, 14,2% do total de R$ 30 milhões destinados à iniciativa foram pagos, o equivalente a R$ 4,3 milhões. A ação tem como objetivo assegurar às crianças e adolescentes com idade inferior a 16 anos de idade, identificadas em situação de trabalho (à exceção dos adolescentes na condição de aprendiz, dos 14 aos 16 anos, conforme a legislação vigente), o acesso à transferência de renda às suas famílias.
Os recursos desta ação são repassados diretamente às famílias com crianças e adolescentes identificadas em situação de trabalho não elegíveis aos critérios do Programa Bolsa Família, de modo a criar condições objetivas para a retirada imediata da situação de trabalho e contribuir para a interrupção das condições geradoras da situação do trabalho precoce.
O valor da transferência de renda previsto pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) varia de acordo com a renda familiar, a localidade em que mora a família (zona urbana ou rural) e o número de crianças ou adolescentes que compõem o arranjo familiar.
Famílias com renda per capita de até R$ 70,00 recebem R$ 68,00 + R$ 22,00 por beneficiário (no máximo até 3) + R$ 33,00 por jovem de 16 e 17 anos frequentando a escola (até 2 jovens). Famílias com renda por pessoa acima de R$ 70,00 e menor que R$ 140,00 recebem R$ 22,00 por beneficiário (até 3) + R$ 33,00 por jovem de 16 e 17 anos frequentando a escola (até 2 jovens).
Já as famílias em situação de trabalho infantil com renda mensal por pessoa superior a R$ 140,00 recebem R$ 40,00, se residentes nas áreas urbanas de capitais, regiões metropolitanas e municípios com mais de 250 mil habitantes. Para as que moram em outros municípios ou em áreas rurais, o valor da transferência de renda é de R$ 25,00.
O Contas Abertas questionou o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome sobre a execução das iniciativas, mas até o fechamento da matéria, não obteve resposta.
Veja tabela com os valores citados na matéria
Dificuldades
Ainda que o país seja considerado uma referência mundial em relação às políticas sobre o tema, o Brasil ainda apresenta índices baixos e não deve erradicar o trabalho infantil no curto prazo. Segundo o estudo “Brasil livre de trabalho infantil”, produzido pela organização Repórter Brasil, um fator preocupante é que, de 2005 em diante, houve desaceleração no ritmo da diminuição do número de crianças e adolescentes no mercado de trabalho.
Segundo, o Censo de 2010, 3,4 milhões de crianças e adolescentes de 10 a 17 anos estavam trabalhando. Entre o período de 2000 a 2010, houve redução de 13,4% no número. Entretanto, a ocorrência do problema chegou a aumentar 1,5% entre crianças de 10 a 13 anos, justamente na faixa etária mais vulnerável dessa população, para a qual todo tipo de trabalho é proibido.
De acordo com Rafael Dias Marques, procurador do Ministério Público do Trabalho e coordenador da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente, a maior dificuldade no combate a esse tipo de trabalho está na informalidade. “Você não consegue identificar esse explorador para punir e a solução tem que se dar por meio de assistência, de políticas públicas de amparo as famílias do menor trabalhador”, explica.
Para Marques, o primeiro ponto para mudança do quadro é a conscientização da sociedade em não consumir produtos e serviços prestados por crianças e adolescentes. “Muitas vezes a cena sensibiliza, é apelativa, mas essa situação de apelo não pode conduzir a sociedade a comprar o produto da criança, porque ela está prejudicando, ela está criando a demanda por trabalho e permite que essa situação perpetue. A sociedade tem que dizer não, toda vez que uma criança ou adolescente vier oferecer um produto ou serviço a ela”, afirma.
Ainda segundo o procurador, a princípio, pode ser realizado trabalho de conscientização da família. “É necessário orientar a família que o trabalho nessa fase da vida prejudica a saúde, a formação educacional e o lazer da criança e do adolescente. Se após essa conscientização a família, uma vez assistida pelas políticas públicas, continuar permitindo que a situação de trabalho ocorra, pode e deve sofrer punições”, conclui.
Fonte: http://www.contasabertas.com.br
terça-feira, 11 de junho de 2013
Pergunte para Manuel Castells
Pergunta: Por que, mesmo imersos na Cibercultura, a formação de professores continua com os mesmos modelos? É possível mudar o ensino como um todo e as instituições se tornarem "redes sociais de ensino e aprendizagem"? Afinal, todos esses jovens estão presentes nas redes sociais. Que estratégias acontecem nessas redes, que poderiam ser adotadas pelas instituições de ensino? Autor(as): Ariana Chagas, Rute Vera Maria Favero e Patrícia Gondim
Manuel Castells: As redes sociais não são algo à parte na vida dos jovens. Os jovens vivem nas redes sociais, nas redes familiares, nas redes pessoais. Quando minha geração desaparecer, todo mundo viverá nas redes sociais. Ou seja, no fundo, as novas formas de existência, que incluem... Eu sempre comparo a internet com a eletricidade. Na história, houve momentos em que apenas algumas pessoas tinham eletricidade. Mas, a eletricidade é fundamental para a sociedade industrial. Na nossa sociedade, a internet é a forma de comunicar, de existir, de fazer qualquer coisa.
Portanto, a questão é: os jovens, nas redes sociais, qual é a característica especial das redes sociais que favorece ou dificulta a expressão dos jovens? Eu diria que há uma conexão entre a cultura da autonomia, que é a cultura fundamental da sociedade atual e, principalmente, dos jovens, em relação às instituições e aos poderes da sociedade. A prática das redes sociais na internet que materializam essa cultura da autonomia. É o próprio meio dos jovens e, portanto, é também o meio de aprendizagem.
Um dos grandes problemas da educação é que há uma contradição entre a pedagogia e a organização do ensino – estabelecido historicamente através das formas verticais e burocráticas –, entre a cultura da autonomia, a capacidade de cultura digital do jovens... É totalmente contraditório. Mostraram os estudos feitos em diversos países: a razão do abandono escolar, da evasão escolar na escola secundária é porque os jovens se aborrecem na sala de aula. A sala de aula continua sendo feita em formas de comunicação que não são as dos jovens, que não são as desta sociedade. E isso não é um problema dos professores, é um problema do tipo de organização – vertical, tradicional.
Diria que o desenvolvimento da prática social dos jovens nas redes está reforçando sua autonomia e sua capacidade de redefinição cultural. No fundo, está levando ao empoderamento dos jovens. Me parece irônico que, no país de Paulo Freire, se tenha esquecido a pedagogia da liberdade, a pedagogia do oprimido, que é a pedagogia básica.
Meu último comentário, aproveitando para passar uma informação para vocês... Vocês sabem que há estudos sérios do British Computer Society, que mostra uma correlação entre a internet e a felicidade. Arrá! Surpresa! Todos os meios de comunicação dizem que a internet é péssima, que é a fonte de todos os males... Não, há uma correlação entre o uso da internet e índices psicológicos de felicidade. Por quê? A correlação não quer dizer nada, mas o porquê é importante: a internet aumenta duas áreas fundamentais, a sociabilidade e o empoderamento. E quais são as duas variáveis mais importantes na determinação da felicidade das pessoas? A sociabilidade e o empoderamento.
Pergunta: O que está faltando nos movimentos sociais brasileiros? Interesse? Engajamento? Esclarecimento? O último grande movimento, "os caras pintadas", reuniu uma multidão de jovens, atraídos pela mídia, que estavam lá como se estivessem em uma festa, sem um real engajamento político. Nosso povo apenas repete, sempre, que os políticos são corruptos, como se estes tivessem vindo de um outro planeta, e não de dentro das nossas famílias, das nossas escolas, da nossa sociedade... Ninguém assume responsabilidade individual pela situação que vivemos. Assim como a educação dos filhos foi jogada inteiramente sobre os ombros dos professores, a vida social foi delegada aos três poderes, executivo, legislativo e judiciário. Tudo, absolutamente tudo deixou de ser responsabilidade dos indivíduos. Existe uma solução para o nosso povo? Autor(a): Beatriz Helena Ribeiro
Manuel Castells (na foto à esquerda, com o Prof. Dr. Juremir Machado da Silva): se alguma coisa aprendi na minha vida é não falar do que eu não sei. É preciso ser prudente. Mas, vamos ver... Não sei exatamente a situação dos movimentos sociais no Brasil. Acompanho o Brasil o mais próximo que posso, mas, nos últimos quatro anos, estive trabalhando tanto com movimentos deste tipo em outros países, que não pude voltar para cá. Faz quatro anos que não venho ao Brasil e desconheço a vivência concreta dos movimentos sociais por aqui. O que posso dizer é que o Brasil sempre foi uma sociedade muito mobilizada, muito ativa. Porto Alegre, particularmente, mas não apenas. Sempre tivemos movimentos sociais de todo tipo, que continuam existindo.
Acredito que, o que aconteceu no Brasil foi algo que aconteceu na França também. A mudança política que se produziu nos últimos dez anos foi bastante substancial e que, portanto, gerou muitas esperanças de mudança social em direção à política. Destas esperanças, uma parte levou a mudanças institucionais e outra parte foi frustrada, mas o nível de frustração não foi suficiente para que os movimentos sociais assumissem um papel de liderança representando amplos conjuntos da sociedade. Eu diria que o mais significativo, na minha opinião sobre o Brasil, é que há uma cultura jovem. E as necessidades dos jovens não são percebidas pelo sistema político como tal. Então, os movimentos tradicionais no Brasil, que foram a luta contra a pobreza, contra a desigualdade, etc, foi isso que o sistema político pôde absorver. Não inteiramente, mas em parte. Ou seja, houve uma espécie de social democracia brasileira, que está em um momento de auge – o que não é uma coisa ruim, é bom que haja saúde e educação. Mas, o que foi deixado de lado são novos problemas, como a marginalização relativa da juventude. Particularmente, me parece que a questão da liberdade na internet, que é fundamental para os jovens, foi tomada pelo sistema político, em âmbito presidencial, mas não levada a sério pelos parlamentares, os governos estaduais submetidos às pressões dos grupos midiáticos e os operadores de telecomunicação.
Então, há elementos de cultura jovem, de transformação política, que não estão, neste momento, representados no sistema político que, talvez, possa gerar movimentos de defesa da internet muito mais ativos dos que aqueles que existem hoje no Brasil.
Redes de indignação e esperança | Manuel Castells no Fronteiras do Pensamento Porto Alegre 2013 (10/06 - fotos por Luiz Pingüim Munhoz)
Fonte:http://www.fronteiras.com
Assinar:
Postagens (Atom)




.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)